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Autoridade de Vigilância de Anúncios do Reino Unido Proíbe Cinco Anúncios da Midnite por Apresentar Apostas como Alívio para o Estresse
A Autoridade de Vigilância de Anúncios do Reino Unido proibiu cinco anúncios da operadora de apostas Midnite após 125 reclamações, decidindo que a campanha sugeria que as apostas poderiam aliviar o estresse e funcionar como um mecanismo de coping.
A decisão, publicada em 12 de agosto de 2026, abrange dois anúncios de TV, dois anúncios de vídeo sob demanda e um anúncio de rádio que foram exibidos durante abril e maio de 2026. Cada um deles mostrava personagens enfrentando uma série de falhas tecnológicas do dia a dia — um scanner de supermercado que não funcionava, uma máquina de venda automática que engoliu um lanche, um cartão de hotel que falhou — com veias visivelmente pulsando nas cabeças dos personagens. Os anúncios de TV e vídeo sob demanda terminavam com uma linha cantada, “Não podemos consertar o resto, mas nosso aplicativo de apostas é realmente muito bom”; o anúncio de rádio substituía “aplicativo de cassino”.
Os reclamantes argumentaram que os anúncios retratavam comportamento de apostas que poderia levar a danos financeiros, sociais ou emocionais e apresentavam as apostas como uma fuga de problemas pessoais. A ASA manteve as reclamações em sua totalidade, ordenando que nenhum dos cinco anúncios aparecesse novamente na forma reclamada.
Por Que a ASA Manteve as Reclamações
A Midnite, que opera sob a Dribble Media Ltd, defendeu a campanha com base em que o conceito criativo se concentrava na qualidade do aplicativo e na funcionalidade do produto. A empresa afirmou que as frustrações mostradas eram inconveniências tecnológicas triviais, que a veia pulsante era um dispositivo cômico sinalizando irritação leve, e que a linha “Não podemos consertar o resto” deixava claro que a Midnite não era apresentada como uma solução para os problemas na tela. A Clearcast e a Radiocentre, os órgãos de aprovação para os anúncios de broadcast, apoiaram essa leitura.
A ASA não aceitou isso. Embora reconhecesse que as frustrações eram menores, o regulador encontrou que a sequência repetida de falhas criava um sentimento cumulativo de estresse, e que a referência final ao aplicativo provavelmente seria entendida como oferecendo alívio para isso. “Portanto, consideramos que os anúncios sugeriam que as apostas poderiam aliviar situações estressantes ou frustração e poderiam, portanto, funcionar como um mecanismo de coping”, afirmou a decisão.
Os anúncios de TV e rádio foram considerados violadores do código de publicidade de apostas do Reino Unido, que proíbe anúncios de retratar ou encorajar comportamento de apostas socialmente irresponsável ou sugerir que as apostas podem proporcionar uma fuga de problemas. Os dois anúncios de vídeo sob demanda violaram as disposições equivalentes do código de não-broadcast.
Uma Segunda Decisão Mantida em Menos de um Ano
A decisão de agosto de 2026 não é a primeira decisão mantida da ASA contra a Midnite. Em 26 de novembro de 2025, o regulador decidiu contra uma postagem na conta X da Midnite que mostrava o futebolista Son Heung-Min segurando o troféu da Liga Europa, com uma legenda que fazia referência a ganhar £8,10 de uma aposta acumulada de 30p. A ASA encontrou que a postagem era uma comunicação de marketing que incluía uma pessoa de forte apelo para menores de 18 anos, violando as regras de apostas sobre a proteção de crianças. A Midnite afirmou na época que removeu a postagem assim que a ASA entrou em contato e havia implementado uma política de marketing revisada desde então.
Isso ocorre à medida que o operador busca crescimento em seu mercado doméstico, onde o regulador de Ontário multou operadores por falhas de conformidade de um tipo diferente. Os cinco anúncios estão fora do ar, e a decisão agora está registrada no registro público da ASA como a linha que o regulador traça sobre apostas apresentadas como alívio para o estresse do dia a dia.











