Licenças
Regulador Holandês de Jogos Renova Licenças de Monopólio de Cinco Anos da Lotto B.V.
Autoridade de Jogos dos Países Baixos (Kansspelautoriteit) reconcedeu à Lotto B.V. três licenças de monopólio por um período de cinco anos, o regulador anunciou em 11 de setembro de 2026. As licenças permitem que a Lotto B.V. ofereça jogos de loteria, loterias instantâneas (raspadinhas) e apostas esportivas presenciais nos próximos cinco anos. As licenças atuais do operador vigorarão até 31 de dezembro de 2026.
A Lotto B.V. já opera esses jogos sob as concessões atuais. A renovação permite que o operador continue a oferecer esses jogos por mais um período de cinco anos.
A Kansspelautoriteit, o regulador holandês de jogos frequentemente abreviado como Ksa, concedeu a renovação num momento em que o próprio sistema de monopólio está sob contestação legal. Um recurso sobre a legalidade da continuação desse sistema para esses jogos de azar está pendente perante a Divisão de Jurisdição Administrativa do Conselho de Estado, informou o regulador.
Decisão Antecede Julgamento do Conselho de Estado
A Ksa afirmou que teria preferido aguardar a decisão do Conselho de Estado antes de conceder novas licenças de monopólio. No entanto, a proximidade do vencimento das licenças atuais tornou necessária a tomada de decisão agora, disse o regulador.
Dois fatores motivaram esse timing, segundo a autoridade. Uma oferta legal ininterrupta de jogos de loteria, loterias instantâneas e apostas esportivas presenciais deve ser garantida após 31 de dezembro de 2026. A Lotto B.V. também deve receber clareza em tempo hábil sobre se pode continuar a oferecer seus jogos após essa data. Por essas razões, a Ksa afirmou que optou por conceder as novas licenças antes da decisão judicial.
Novas Condições e Supervisão da Propriedade
Novas condições foram anexadas às três licenças, informou a Ksa. Elas visam à proteção dos jogadores e à prevenção da participação de menores.
As licenças também incluem uma obrigação de notificação relativa à estrutura corporativa da Lotto B.V. Sob essa obrigação, o operador deve comunicar ao regulador as mudanças pretendidas em sua estrutura de propriedade e controle.
As concessões foram feitas por meio de adjudicação privada, em vez de um procedimento de adjudicação transparente. A Ksa citou a posição especial da Lotto B.V. como participação estatal, e o controle que o Estado exerce sobre o operador, como base para conceder as licenças de forma privada.
Caso a Lotto B.V. seja privatizada durante o período da licença, o regulador afirmou que avaliará se essa mudança tem consequências para as licenças. A Ksa então determinará se elas podem ser mantidas na nova situação ou se deverão ser revogadas.
Possíveis Resultados do Recurso
Em sua decisão, a Ksa também delineou o que o recurso pendente poderia significar para as novas licenças. Se o Conselho de Estado decidir que o sistema de monopólio deve ser aberto a partir de agora, as licenças concedidas à Lotto B.V. podem permanecer em vigor, informou o regulador. Nesse cenário, outras partes também poderiam solicitar uma licença para esses jogos.
Se o Conselho de Estado, por outro lado, decidir que a adjudicação privada não é mais permitida, isso poderia significar que as licenças concedidas sejam revogadas, informou o regulador.
A Decisão de Monopólio da Lotto de 2021
O Conselho de Estado já se pronunciou sobre o monopólio da loteria. Em 10 de março de 2021, sua Divisão de Jurisdição Administrativa respondeu à questão de se a Ksa pode manter um monopólio ao conceder a licença para organizar loterias, e concluiu que o regulador pode fazê-lo. No mesmo conjunto de decisões, a divisão decidiu que a Ksa havia sido autorizada a mudar os nomes da licença de loteria e da licença da loteria estatal para Lotto B.V. e Staatsloterij B.V. em 2016. O Conselho de Estado publicou um comunicado de imprensa e três decisões na época.
O Conselho de Estado ainda não se pronunciou no caso pendente. Dado o tempo de preparação que a Ksa precisaria para uma adjudicação transparente, o regulador afirmou que uma retirada, após uma decisão contra a adjudicação privada, ocorreria não antes de um ano após a decisão.











