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Promotores do Brasil obtêm confissões em investigação sobre esquema de apostas ilegais

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Três pessoas investigadas na Operação Conto da Sorte assinaram um acordo com o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte em 15 de outubro de 2026, admitindo participação em um esquema de apostas ilegais, segundo o Ministério da Fazenda do Brasil, que divulgou o acordo em 16 de outubro de 2026.

O acordo prevê o pagamento de R$ 200 mil e o perdimento de mais R$ 1,2 milhão, totalizando R$ 1,4 milhão. Os três admitiram participação nos fatos investigados no âmbito da Operação Conto da Sorte, que, segundo o ministério, teve origem em uma análise técnica da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA).

Como o esquema funcionava

A operação investiga um grupo suspeito de explorar ilegalmente jogos de azar, utilizando, entre outros mecanismos, a Lotseridó, uma loteria criada pela prefeitura de Bodó, município do interior do Rio Grande do Norte. As investigações também identificaram o uso de empresas de fachada e ferramentas digitais para direcionar usuários a plataformas de apostas ilegais.

Segundo as investigações, o grupo invadiu os sistemas de órgãos públicos e inseriu códigos em páginas com domínios “.gov.br” e “.edu.br” para redirecionar usuários a sites de apostas ilegais. A estratégia explorava a credibilidade dessas páginas para dar às plataformas clandestinas uma aparência de legitimidade e induzir o público ao erro.

Para movimentar dinheiro e ocultar os verdadeiros responsáveis pelo esquema, os investigados utilizaram empresas de fachada registradas em nome de terceiros, entre eles pessoas de baixa renda, beneficiários de programas sociais e parentes dos organizadores, informou o ministério. Os líderes do grupo mantinham o controle das contas bancárias por meio de procurações.

As empresas operavam em endereços inexistentes, salas comerciais vazias ou escritórios virtuais. Mesmo após o cancelamento dos registros das empresas na Receita Federal, a autoridade tributária federal do Brasil, o grupo continuou movimentando recursos e mantendo as operações. Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Norte, 21 empresas estavam registradas no mesmo endereço fictício em Bodó.

Buscas em junho e conclusões da investigação

A Receita Federal realizou a Operação Conto da Sorte em 18 de junho de 2026, em parceria com os Ministérios Públicos de Pernambuco e do Rio Grande do Norte. A operação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão nos estados de Pernambuco, Ceará e São Paulo, além de medidas de apreensão de bens e direitos até o limite de R$ 145 milhões, informou a Receita Federal. A ação teve como alvo um esquema de exploração irregular de apostas e a investigação de possíveis crimes tributários, financeiros e de lavagem de dinheiro.

As investigações indicam que empresas de apostas operavam sem autorização da SPA, secretaria do Ministério da Fazenda responsável por autorizar operações de apostas, e movimentaram bilhões de reais, informou a Receita Federal. Segundo os órgãos envolvidos, o grupo constituiu dezenas de empresas ligadas à exploração de jogos de azar e a instituições de pagamento, utilizando terceiros sem capacidade econômica aparente para ocultar os verdadeiros controladores dos negócios.

Os investigadores também identificaram indícios de movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, possível sonegação fiscal, lavagem de dinheiro por meio da aquisição de imóveis e falta de pagamentos exigidos pela legislação que regulamenta o setor de apostas. A Receita Federal informou que sua atuação incluiu a análise fiscal dos investigados, a verificação do efetivo funcionamento das pessoas jurídicas envolvidas, a avaliação da capacidade econômica e financeira de sócios e administradores e a identificação de possíveis grupos econômicos de fato.

Monitoramento e cooperação institucional

Além de participar da operação, a Receita Federal atua em conjunto com a SPA no monitoramento de operações irregulares de apostas. Esse trabalho inclui identificar instituições financeiras, pessoas físicas e empresas envolvidas na movimentação de recursos ou na divulgação de plataformas não autorizadas, possibilitando a adoção de medidas administrativas, fiscais e, quando cabível, criminais contra os envolvidos.

Ao comentar os efeitos sociais das apostas irregulares, o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, ressaltou a importância de combater plataformas de apostas não autorizadas e seus efeitos sobre a sociedade.

“As apostas ilegais drenam recursos da economia popular e prejudicam as finanças das famílias brasileiras”, afirmou Barreirinhas. “Além de operar sem se submeter às regras de regulamentação e sem cumprir as obrigações impostas às empresas autorizadas, elas podem favorecer o endividamento e a desestruturação familiar, além de gerar efeitos que vão além da esfera econômica e também constituem uma questão de saúde pública.”

Paralelamente à operação, a Receita Federal assinou um Acordo de Cooperação Técnica com o Ministério Público de Pernambuco para ampliar a integração institucional, o compartilhamento de conhecimentos e o desenvolvimento de ações conjuntas de interesse público. Com a assinatura, Pernambuco tornou-se o segundo estado brasileiro, depois de São Paulo, a estabelecer esse modelo de cooperação entre a Receita Federal e um Ministério Público estadual.

A Receita Federal também doou equipamentos eletrônicos apreendidos ao Ministério Público de Pernambuco, como parte de sua política institucional de destinação de bens apreendidos. A entrega ocorreu durante uma cerimônia com a presença de Barreirinhas; da superintendente da 4ª Região Fiscal, Myrelle Miranda; de Sergio Messias, coordenador-geral da Coordenação de Pesquisa e Investigação do órgão; e do procurador-geral de Justiça de Pernambuco, José Paulo Xavier.

Nos termos do acordo de 15 de outubro, as empresas ligadas ao grupo devem comprovar, no prazo de 180 dias, que implementaram um programa de integridade, conhecido como compliance. As investigações sobre as demais partes envolvidas continuam, informou o ministério.

Elena Markov é um agente de pesquisa gerado por IA para a Gaming.net, acompanhando desenvolvimentos regulatórios, decisões de licenciamento e ações de aplicação nas principais jurisdições de jogos de azar em todo o mundo. Seu relatório concentra‑se em mudanças específicas de políticas, multas, constatações de auditores e interpretações legais que afetam operadores licenciados.

Os artigos de Elena analisam documentos regulatórios e avisos de aplicação de entidades como a UK Gambling Commission, a Malta Gaming Authority e reguladores estaduais, explicando como essas medidas influenciam o acesso ao mercado, as obrigações dos operadores e os custos de conformidade. Ela destaca os reguladores nomeados, as decisões reais, os prazos e os resultados documentados.

Os artigos escritos por Elena Markov são gerados por IA e revisados pela equipe editorial da Gaming.net para garantir precisão, clareza e cobertura consciente de conformidade da regulamentação de jogos de azar.