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Tribunal da Coroa de Southwark condena três pessoas por apostas sobre a data das eleições
Anthony Lee, Laura Lee e Amy Hind foram sentenciados no Tribunal da Coroa de Southwark em 23 de outubro de 2026, após terem se declarado culpados de crimes de fraude previstos na seção 42 da Gambling Act 2005, relacionados a apostas feitas sobre a data das eleições gerais de 2024, anunciou a Gambling Commission.
Penas e requisitos adicionais
Anthony Lee recebeu uma pena de prisão de 10 meses e duas semanas por cada acusação. As penas serão cumpridas simultaneamente e ficarão suspensas por 12 meses. Ele também foi condenado a cumprir 100 horas de trabalho não remunerado nos próximos 12 meses.
Laura Lee recebeu uma pena de prisão de quatro meses e duas semanas, suspensa por 12 meses, e deverá cumprir 40 horas de trabalho não remunerado durante o mesmo período.
Amy Hind recebeu uma pena de prisão de seis meses, suspensa por 12 meses, e deverá cumprir 50 horas de trabalho não remunerado no prazo de 12 meses.
Além das penas suspensas, os três réus ficarão sujeitos a liberdade vigiada pelos próximos 12 meses. Cada um também recebeu uma determinação que proíbe o uso de aplicativos de apostas on-line pelo mesmo período.
Anthony Lee e Laura Lee foram condenados a pagar £1.000 cada um para cobrir as custas da acusação. Não foi determinado o pagamento de custas por Amy Hind.
Conversas confidenciais sobre a data das eleições
O tribunal ouviu que a data das eleições gerais de 2024 foi anunciada pelo então primeiro-ministro Rishi Sunak em 22 de maio de 2024. Antes do anúncio, já havia um planejamento significativo para a realização das eleições em 4 de julho de 2024, incluindo conversas em 10 Downing Street e entre funcionários da sede da campanha do Partido Conservador.
No período anterior ao anúncio, operadores de apostas ofereciam mercados sobre a data em que seriam realizadas as eleições gerais.
Anthony Lee era diretor de campanha do Partido Conservador e, em razão de seu cargo, participava de conversas confidenciais sobre a data das eleições gerais. Ele usou essas informações para fazer apostas e as repassou à esposa, Laura Lee.
Laura Lee, que era chefe de assuntos internacionais do Partido Conservador e candidata do partido nas eleições gerais de 2024, apostou na data das eleições usando informações confidenciais que o marido lhe havia repassado.
Amy Hind, que havia trabalhado anteriormente para o Partido Conservador e, à época, trabalhava para o NHS, fez apostas após receber informações confidenciais sobre quando as eleições gerais seriam convocadas.
Katharine Diamond, diretora jurídica da Gambling Commission, agradeceu aos colegas de toda a organização, especialmente às equipes de inteligência, fiscalização, assessoria jurídica e assuntos jurídicos, pelo trabalho árduo que levou o caso até esta etapa. Ela descreveu o caso como significativo e inédito para a comissão, afirmando que ele demonstra o compromisso do órgão regulador com a proteção da integridade dos mercados de apostas.
“Os mercados de apostas devem ser justos e não podem ser comprometidos por pessoas que usam informações confidenciais em benefício próprio”, disse Diamond.
Diamond afirmou que as condenações demonstram a importância de proteger a integridade dos mercados de apostas e de agir quando há provas de que pessoas tentaram fraudar o sistema. Ela disse que a comissão continuará investigando atividades criminosas suspeitas e usará seus poderes para proteger a integridade das apostas.
Casos relacionados e julgamentos previstos
As sentenças vêm após as declarações de culpa do chefe de campanha dos conservadores e de sua esposa pelas apostas sobre a data das eleições, em uma etapa anterior do caso já abordada por esta editoria.
A comissão já havia anunciado que Craig Williams se declarou culpado de fraude relacionada a apostas sobre a data das eleições gerais de 2024. A sentença de Williams será proferida em data posterior.
Simon Chatfield, Paul Place, Iain Makepeace, James Ward, Thomas James, Russell George, Charlotte Lang, Jacob Willmer, Jeremy Hunt e Nick Mason também são acusados de crimes de fraude relacionados a apostas feitas sobre a data das eleições gerais de 2024. Os julgamentos estão previstos para setembro de 2027 e janeiro de 2028.











