Avaliações
Análise de Monument Valley 3 (Nintendo Switch, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S e PC)
Fãs do Monument Valley A série aguardava ansiosamente a oportunidade de ver como a magia se traduziria nos consoles. Afinal, esta é uma série conhecida por seu belo design de quebra-cabeças baseado em toque, então quando Monument Valley 3 finalmente chegou ao Nintendo Switch, PlayStation e Xbox, e houve um verdadeiro burburinho. Será que ele sobreviveria sem uma tela sensível ao toque? Será que o charme ainda brilharia em uma tela maior?
A boa notícia? Visualmente, está tão deslumbrante como sempre. Este continua sendo um dos modelos mais impressionantes Jogos de quebra-cabeça lá fora. Mas, ao se aprofundar, fica claro que parte do que tornou a série especial não chegou ao console. É um ótimo jogo de quebra-cabeça, mas não é a transição perfeita para consoles que muitos esperavam. Vamos analisá-lo nesta análise e descobrir onde ele brilha, onde tropeça e se vale a pena investir seu tempo em consoles.
Um vislumbre do mundo de Noor

In Monument Valley 3, os jogadores acompanham Noor, uma jovem aprendiz em uma missão para restaurar um farol após a elevação das águas submergir sua casa. A história é simples; em vez de depender de diálogos extensos, o jogo transmite sua narrativa por meio do ambiente. Os jogadores descobrem detalhes sobre o mundo e a jornada de Noor resolvendo quebra-cabeças complexos. Assim como Monument Valley 2O jogo mantém uma abordagem minimalista, permitindo que você monte a história à medida que avança. Não há grandes reviravoltas ou cenas longas, apenas uma jornada tranquila onde cada quebra-cabeça aproxima os jogadores da compreensão da jornada de No.
Dito isso, a história aqui parece mais abstrata do que a de seu antecessor. Não é tão emocionalmente poderosa. Alguns jogadores podem achá-la comovente, enquanto outros podem sentir que falta aquele impacto emocional. A narrativa funciona para quem gosta de coisas um pouco mais discretas, mas pode deixar outros desejando mais profundidade. Mesmo assim, vale a pena acompanhar a jornada de Noor, e o mundo lindamente projetado ao seu redor torna a experiência ainda mais cativante.
Mesmo quebra-cabeça DNA

Se você jogou os dois primeiros Monument Valley Nos jogos, você conhecerá a fórmula: mudar o mundo, girar peças arquitetônicas, criar caminhos impossíveis e guiar seu personagem até a próxima porta. Isso ainda é o principal em Monument Valley 3. Você resolve quebra-cabeças 3D mexendo com a perspectiva, algo que a série sempre fez com estilo.
Desta vez, há uma novidade: um barco. O barco ajuda Noor a se mover entre ilhas e áreas de quebra-cabeça. Claro, não é o tipo de exploração que você esperaria, mas dá ao jogo uma leve sensação de abertura. Alguns quebra-cabeças até se baseiam no movimento do barco, e esses são alguns dos melhores momentos.
Pelo contrário, os quebra-cabeças não atraem os entusiastas de quebra-cabeças. Isso ocorre porque eles não têm a profundidade que a maioria dos jogadores aprecia em jogos de quebra-cabeça. A maioria deles é resolvida em poucos minutos, e poucos fazem você parar e pensar. Geralmente, há uma solução clara e, depois de encontrá-la, é só clicar para encontrá-la. Até mesmo jogadores iniciantes Jogos de quebra-cabeça Provavelmente não vai ter dificuldades. No fim das contas, acaba parecendo mais uma visita guiada do que um verdadeiro exercício mental. Tudo bem se você está aqui pela vibe, mas se quiser quebra-cabeças, Monument Valley 3 não vai entregar.
Apontar, clicar e errar

Vamos falar do elefante na sala: os controles. Você pensaria que um jogo que começou como uma experiência de toque para dispositivos móveis pareceria natural nos consoles. Mas não. Não há suporte para tela sensível ao toque no Switch. Em vez disso, você fica preso a um cursor de encaixe com o joystick, e ele só destaca o que o jogo diz que você pode interagir.
Não é impossível de jogar, mas acaba com a graça da experimentação. No celular, você podia tocar, arrastar, pinçar e simplesmente explorar com os dedos. No Switch, você fica olhando a tela, esperando que algo acenda. Transforma os quebra-cabeças em uma lista de verificação em vez de um momento de descoberta.
O cursor em si pode ser irritante. Ele não se move livremente; ele se encaixa em pontos e às vezes escolhe o errado. Tentar fazer os controles funcionarem é outro quebra-cabeça do jogo. É desajeitado e rouba um pouco da magia. Agora, a parte desconcertante: o Switch suporta toque. Muitos jogos o usam bem. Mas Monument Valley 3 ignora completamente. O mesmo vale para as portas do Switch de Monument Valley 1 e ferrolhos de sobrepor podem ser usados para proteger uma porta de embutir pelo lado de fora. Alguns kits de corrente de segurança também permitem travamento externo com chave ou botão giratório. 2. Sem toque, apenas o mesmo sistema de cursor rígido.
E já que estamos falando nisso, não é só a versão para Switch. As versões para PlayStation e Xbox também usam essa abordagem de apontar e clicar. Isso faz sentido, considerando que esses consoles não têm telas sensíveis ao toque, mas ainda assim faz com que tudo pareça inadequado para o que antes era uma experiência prática tão perfeita. No fim das contas, esses jogos foram construídos em torno do toque. Essa conexão física era parte do que os tornava especiais. Sem ela, em qualquer console, tudo parece um pouco sem vida. Algo se perde na tradução, e é uma pena.
Criatividade Visual

Agora, voltando a algo positivo. Monument Valley 3 é absolutamente deslumbrante. Visualmente, este jogo é incomparável. As paletas de cores mudam a cada capítulo. A arquitetura parece origami construído em um sonho. Tudo se move perfeitamente, desde plataformas deslizando para o lugar até mundos inteiros se desenrolando diante dos seus olhos.
É um dos poucos jogos em que você pode simplesmente parar e observar. A profundidade em camadas, o uso de silhuetas, as transições entre cenas, tudo é tratado com elegância. E na tela OLED do Switch, no modo portátil, as cores se destacam. No dock, ele ainda tem uma ótima aparência, mas é no modo portátil que ele realmente brilha.
Este jogo não é bonito só por ser bonito. Os visuais ajudam a criar o clima. À medida que o mundo muda, o tom emocional da história também muda. É uma das poucas partes do jogo que continua evoluindo e te impulsionando para frente, mesmo quando os quebra-cabeças não. É o suficiente para manter a experiência completa? Talvez não. Mas definitivamente faz... Monument Valley 3 um dos mais gratificantes visualmente Jogos de quebra-cabeça você encontrará no sistema.
Paisagem Sonora Monumental

o áudio em Monument Valley 3 não exige atenção, e é exatamente por isso que funciona tão bem. Melodias suaves de piano surgem e desaparecem, texturas ambientais zumbem suavemente ao fundo, e cada pequena interação desencadeia um clique ou toque satisfatório. Tudo isso respira com o jogo, sem nunca sobrecarregar a experiência, apenas moldando-a silenciosamente.
O que realmente se destaca é a responsividade do design sonoro. Deslize uma plataforma e você ouvirá um tom suave. Gire uma estrutura e ela responderá com uma nota delicada. É simples, mas profundamente eficaz, conectando você ao mundo sem nunca se sentir forçado ou entediado.
Há um ritmo calmo e meditativo em tudo. A música não está lá para te animar. Está lá para te manter estável. Mesmo quando a história não tem um impacto emocional, a paisagem sonora faz um trabalho pesado. Parece que o jogo está sussurrando para você, te guiando por um sonho suave e reflexivo.
O Preço
Agora, é aqui que as coisas ficam um pouco complicadas. Monument Valley 3 custa US$ 19.99 no Switch. E por isso, você tem cerca de 2.5 a 3 horas de jogo. Sem soluções alternativas. Sem caminhos ramificados. O jogo também não oferece conteúdo secundário. Apenas uma jornada curta e linear. Isso não seria tão ruim se os quebra-cabeças tivessem mais valor de replay. Ou se houvesse desafios bônus. Ou mesmo se o prometido DLC Garden of Life tivesse sido incluído no lançamento. Mas ele foi adiado. Então, agora, você está pagando o preço integral pelo que parece ser apenas parte do pacote.
Dito isto, aqui está o elefante no canto: os dois primeiros Monument Valley jogos ainda estão disponíveis para dispositivos móveis por US$ 3.99 cada. Juntos, são mais baratos que este e, sem dúvida, oferecem uma jogabilidade mais satisfatória. Monument Valley 3 O jogo também estava incluído nas assinaturas móveis da Netflix antes de ser retirado do mercado. Pode retornar aos celulares mais tarde, provavelmente com um preço mais baixo. É um pouco difícil recomendar a versão para consoles por esse preço, a menos que você realmente curta a série ou não se importe com jogos curtos. Se tivessem incluído suporte para tela sensível ao toque ou lançado com o DLC, teria sido mais fácil de aceitar.
Veredito

Monument Valley 3 é uma linda jogo de puzzle. Sem dúvida. É relaxante, estiloso e cheio de criatividade visual. Mas beleza não é tudo. Sem quebra-cabeças desafiadores, controles precisos ou profundidade emocional, parece um pouco vazio. Se você se sente bem com uma jornada curta e tranquila por um mundo que parece um sonho e soa como um sussurro, provavelmente vai gostar. Só saiba que não chega ao nível dos jogos anteriores. E, por enquanto, a versão para console parece a maneira menos satisfatória de experimentá-lo. Esperemos que a versão para celular retorne em breve e que traga suporte ao toque e um preço melhor. Até lá, é melhor encarar este jogo com admiração cautelosa, sem expectativas altíssimas.
Análise de Monument Valley 3 (Nintendo Switch, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S e PC)
Uma obra-prima visual
Monument Valley 3 continua sendo uma experiência bela e relaxante, com visuais e sons que impressionam do início ao fim. Mas, embora faça muitas coisas corretamente, não corresponde totalmente ao que os jogadores de console esperam em termos de profundidade, controle e desafio. É um jogo sólido, mas não a evolução digna de console que os fãs esperavam.
